quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Sabe essa coisa de distância? Pura besteira. Às vezes estou rodeado de pessoas nas quais não posso confiar, pras quais não sinto a mínima vontade de contar minhas coisas. Me sinto muito mais perto de vocês do que de vários amigos meus, só porque eu realmente sou mais próximo de vocês, e a distância não é nada perto disso. Perto do que a nossa amizade é. Descobri que é possível sentir saudades do que nunca se teve, do que nunca se viu. Eu confio tanto em vocês que até me assusto. Dizem que nossos irmãos por opção estão em algum lugar Sabe essa coisa de distância? Pura besteira. Às vezes estou rodeado de pessoas nas quais não posso confiar, pras quais não sinto a mínima vontade de contar minhas coisas. Me sinto muito mais perto de vocês do que de vários amigos meus, só porque eu realmente sou mais próximo de vocês, e a distância não é nada perto disso. Perto do que a nossa amizade é. Descobri que é possível sentir saudades do que nunca se teve, do que nunca se viu. Eu confio tanto em vocês que até me assusto. Dizem que nossos irmãos por opção estão em algum lugar
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
“Não consigo ver mais que isso: essa é a lembrança. Além dela, nós conversamos durante muito tempo na chuva, até que ela parasse, e quando ela parou, você foi embora. Além disso, não consigo lembrar mais nada, embora tente desesperadamente acrescentar mais um detalhe, mas sei perfeitamente quando uma lembrança começa a deixar de ser uma lembrança para se tornar uma imaginação. Talvez se eu contasse a alguém acrescentasse ou valorizasse algum detalhe, assim como quem escreve uma história e procura ser interessante – seria bonito dizer, por exemplo, que eu sequei lentamente seus cabelos. Ou que as ruas e as árvores ficaram novas, lavadas depois da chuva. Mas não direi nada a ninguém.
E quando penso, não consigo pensar construidamente, acho que ninguém consegue. Mas nada disso tem nenhuma importância, o que eu queria te dizer é que chegando na janela, há pouco, vi a chuva caindo e, atrás da chuva, difusamente, uma roda-gigante. E que então pensei numas tardes em que você sempre vinha, e numa tarde em especial, não sei quanto tempo faz, e que depois de pensar nessa tarde e nessa chuva e nessa roda-gigante, uma frase ficou rodando nítida e quase dura no meu pensamento. Qualquer coisa assim: depois daquela nossa conversa – depois daquela nossa conversa na chuva, você nunca mais me procurou."
"- Não vou perguntar por que você voltou, acho que nem mesmo você sabe, e se eu perguntasse você se sentiria obrigado a responder, e respondendo daria uma explicação que nem mesmo você sabe qual é. Não há explicação, compreende? Eu também não queria perguntar, pensei que só no silêncio fosse possível construir uma compreensão, mas não é, sei que não é, você também sabe, pelo menos por enquanto, talvez não se tenha ainda atingido o ponto em que um silêncio basta? É preciso encher o vazio de palavras, ainda que seja tudo incompreensão? Só vou perguntar por que você se foi, se sabia que haveria uma distância, e que na distância a gente perde ou esquece tudo aquilo que construiu junto. E esquece sabendo que está esquecendo."
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
sábado, 18 de fevereiro de 2012
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